20/03/2010

Exposição “Andy Warhol, mr. America”, na Pinacoteca de São Paulo

Vale a pena mergulhar no universo de Warhol com “Andy Warhol, mr. America”, em cartaz à partir de 20 de março, na Pinacoteca, em São Paulo, reúne um grande número de criações do artista, entre pinturas, gravuras, fotografias, filmes e instalações. São Paulo será o último ponto de parada da mostra, “Andy Warhol, mr. America” , que já passou por Bogotá e Buenos Aires e ficará em cartaz na Estação Pinacoteca até o dia 23 de maio.
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“Warhol já trabalhava com computadores nos anos 80, sempre estava procurando pela próxima onda. Ele teria descoberto a importância da internet antes que qualquer um”, aposta o curador da exposição, o canadense Philip Larratt-Smith. “Com certeza ele iria se aproveitar do YouTube para lançar seus filmes. Aliás, o conceito de suas produções para o cinema tinham muito a ver com os realities shows. Numa versão até mais radical, pois não havia edição”.

Segundo o curador, além de trazer os icônicos retratos coloridos de Marylin Monroe e Mao Tse-Tung e a lata de sopa Campbell – críticas a sociedade narcisista e do consumo padronizado do pós-guerra – “Andy Warhol, mr. America” tem o objetivo de mostrar o lado “político” do artista.

“Warhol costuma ser visto como um popstar, que só se inspirava em coisas superficiais, que andava com famosos, como se não tivesse nenhum osso político em seu corpo”, analisa Larratt-Smith. “No entanto, o que ele fez foi documentar o colapso entre as esferas públicas e privadas da vida cultural e social americana. E conseguiu fazer isso por meio de um código vanguardista e de apelo popular”.
fonte: Globo
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A pop art surgiu na Inglaterra de meados dos anos 50, mas realizou o seu potencial na Nova York dos anos 60 e Andy Warhol (Andrew Warhola, 1928-1987), foi o mais famoso expoente da Pop Art, ele criou pinturas quase fotográficas de pessoas e objetos do dia-a-dia.

No passado alguns o consideravam um gênio e outros o acusavam. Começou como artista publicitário, mesclou fotos comerciais em sua obra, primeiramente serigrafando-as ele mesmo e depois transferindo processos para funcionários de seu ateliê, por ele direcionados.

Em 1964, o The Factory (A Fábrica), um galpão com 496 metros quadrados de área, no 4º. andar do número 231 na rua 47 Leste, em Manhattan, Nova York, antiga fábrica de chapéus, se transformou no estúdio do artista e alternava entre um clima misterioso e o puro glamour. As paredes foram cobertas por papel alumínio e o resto do loft, do chão ao teto, incluindo vaso sanitário, maçanetas, janelas, estava pintado com tinta prateada,. Na entrada, a parte de baixo de um manequim prateado, claro, recebia as pessoas. Lá dentro, noite e dia confundiam-se e para se ter certeza mesmo do tempo, só pegando de volta o elevador de carga e saindo à rua. A vida ao lado de Andy Warhol era pura euforia. De 1964 a 1968, a Factory foi uma espécie de laboratório, no limite entre um endereço dedicado à criação cultural e um espaço para encontros sociais.

Dono de um espírito voyeur, Warhol raramente estava no centro de uma ação, ficava mais observando o desenrolar das coisas ao redor. Seu magnetismo era o grande responsável por instigar atitudes inusitadas nos colegas.

Muito antes de o Twitter ser inventado, Warhol acumulava uma legião de seguidores. E, ao seu redor, ninguém agia de acordo com manuais de etiqueta. O artista, que em 1965 declarou-se um pintor aposentado, interessado somente realizar seus filmes, instigava os colegas a adotar as mais ousadas posturas. Afinal, qualquer atitude poderia lhe servir como matéria-prima para o cinema. Na Factory, ao som geralmente de ópera, em especial Maria Callas - isso até os grupos The Rolling Stones e o The Velvet Underground tomarem conta do pedaço, os amigos circulavam muitas vezes nus, animados por boas doses de anfetaminas, livres para protagonizar qualquer tipo de "experimentação artística".

Warhol finalizou mais de quinhentos filmes, um disco, um romance, e centenas de fotografias. Mas sua maior obsessão mesmo era a possibilidade de conhecer famosos e naturalmente se tornar um deles e com a Factory, conseguiu. Ela tinha um clima bem de festa, no sentido de os amigos irem se reunindo com o avançar das horas para jogar conversa fora e brincar. Uma brincadeira ou outra virava obra de arte.

Fã ardoroso das celebridades, ele entendia o caráter transitório da fama. Criador da frase “Quinze minutos de Fama”, “In the future everybody will be famous for fifteen minutes”, ‘no futuro todo mundo será famoso por 15 minutos”, antecipou tendências do mundo de hoje.
Fonte: Bravo

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