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| The Lady of Shalott |
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| Alfred Tennyson |
Entre as pinturas, no Tate Britain, as famosas e trágicas, The Lady of Shalott (1888) ,a obra mais conhecida do pintor John William Waterhouse (1849-1917) e Ophelia (1851-1852) de John Everett Millais.
The Lady of Shalot
A pintura The Lady of Shalott ilustra o poema do inglês Alfred Tennyson (1809-1892), A Dama de Shalott.
A dimensão da tela é de 1,53 x 2m, em óleo, a pintura é impressionante, vale a pena ficar um bom tempo observando: O tecido estendido sobre o barco foi a dama de Shalott que teceu enquanto vivia isolada na torre, perto de Camelot “Four grey walls, and four grey towers”, o bordado que ela havia tecido também remete ao tema. Vivendo na torre e proibida de olhar para o mundo fora do espelho. Sabia da maldição que cairia sobre ela caso olhasse diretamente para Camelot. Ela obedece, vendo apenas o reflexo desse mundo, e vai tecendo o que vê, na tapeçaria. Os camponeses que vivem ao pé da sua ilha, habituaram-se a ouvi-la cantar, mas nunca a viram. Um dia ela vê no espelho o reflexo da linda espada de Sir Lancelot, que passeia só, a cavalo, não resiste e olha diretamente a ele pela janela:
"he flashed into the crystal mirror,
"Tirra Lirra," by the river
Sang Sir Lancelot.
She left the web, she left the loom,
She made three paces thro' the room,
She saw the water-lily bloom,
She saw the helmet and the plume,
She looked down to Camelot.
Out flew the web and floated wide;
The mirror cracked from side to side;
"The curse is come upon me," cried
The Lady of Shalott."
O espelho parte-se lado a lado em pedaços, a tapeçaria é levada ao vento e ela sente o poder da maldição cair sobre ela. Trouxe consigo a maldição tendo olhado para Sir Lancelot diretamente. A Dama de Shalott deixa o seu castelo, encontra um barco ancorado na margem da ilha, debaixo de uns salgueiros, escreve na proa o seu nome, entra, a sua boca está semi-aberta na pintura, pois ela canta a música ‘her last song’, canção de adeus e de morte, as sobrancelhas levemente franzidas, ela olha para um crucifixo deitado à sua frente. Com a sua mão direita ela solta a corrente de ancoragem do barco. Ao lado do crucifixo estão três velas, muitas vezes usadas para simbolizar a vida. Duas estão apagadas, isto sugere que a sua vida acabará em breve, pois ela será levada rio abaixo em direção a Camelot onde morrerá congelada.Sob a torre e a sacada, o muro do jardim e da galeria, um vulto cintilante, ela flutuou, uma palidez morta dentre elevadas casas, silencio pairando em Camelot, do distante cais, eles vieram, cavaleiro e burguês, lorde e dama, e em volta da proa, eles leram o nome dela, Dama de Shalott, Quem é esta? O que faz aqui? Com o palácio iluminado nas proximidades, morreu o som da real celebração; os Cavaleiros de Camelot ficam tristes. Sir Lancelot refletiu por um momento, e disse, "ela tem um rosto adorável" e pede a Deus que receba a sua alma.
"O poema The Lady of Shalott reformula a temática arturiana baseada nas fontes medievais. Tennyson escreveu duas versões do poema, uma publicada em 1833, de vinte estrofes, o outro em 1842 de 19. Foi certamente baseado na lenda arturiana de Elaine de Astolat."
Para acompanhar tal arte, a linda música de Loreena McKennitt, The lady of Shalott, (neste link, Palácio de Alhambra na cidade de Granada, na Espanha, em Setembro de 2006), segue mais uma versão com lindas imagens de Waterhouse, entre outros.
Visite a galeria de John Waterhouse no site: http://www.jwwaterhouse.com/paintings/ um trabalho vasto e fantástico do artista Waterhouse e do autor do site que deve ser divulgado. O autor viajou por várias cidades e visitou museus onde estão as obras do artista. É muito interessante ler os seus relatos:
“Faz anos que visitei a Inglaterra ... quase -12 anos! É só agora que eu tenho um pouco de tempo para recordar e compartilhar com vocês minhas experiências pessoais com as obras de Waterhouse. Sendo que não tenho muito tempo livre, esta página vai ser um pouco rudimentar. Vou fazer o melhor possível para contar as minhas histórias e aventuras, em seguida, voltarei a fazer a página mais bonita, se o tempo permitir. Nota: Através da página, clicar no link de texto para ver os detalhes de cada pintura, clique na miniatura da foto para ampliar.”

La Belle Dame Sans Mercy
Você poderia ter sido a modelo de Waterhouse?
Na maioria das obras de Waterhouse o artista ilustrou uma modelo misteriosa.
O autor do site recebeu inúmeras mensagem com imagens de visitantes por anos afirmando que poderiam se passar pela misteriosa modelo de Waterhouse, mas até agora o autor não encontrou nenhuma que realmente seja parecida. Existe a possibilidade do envio de imagens para a análise do autor.
Ophelia
No Tate Britain, Ophelia, pintura Pré-rafaelita de John Everett Millais (1829 -1896), elaborada entre 1851 e 1852, óleo s/ tela, dimensão de 76.2 X 111.8cm, retrata a trágica morte de Ofélia, personagem de William Shakespeare (1564-1616), quem não conhece o famoso escritor (poeta - dramaturgo) inglês considerado um gênio por sua extraordinária capacidade de retratar o comportamento humano e especialista em tragédias, em Hamlet (1599-1601). Ofélia é uma jovem da alta nobreza da Dinamarca, filha de Polónio, irmã de Laertes, e noiva do Príncipe Hamlet.
Para criar o efeito na pintura a modelo Elizabeth, fingindo ser Ofélia se afogando no rio, posou para Millais em uma banheira cheia de água. Para manter a água quente algumas lâmpadas de óleo foram colocadas por baixo. Em uma ocasião, as lâmpadas saíram do lugar e Millais estava tão absorto em sua pintura que nem percebeu. Elizabeth ficou com muito frio e ficou bem doente. O pai de Elizabeth (um leiloeiro em Oxford) ficou furioso que a sua preciosa filha tinha ficado doente e ordenou a Millais pagar a conta médica. O assunto foi resolvido e ela se recuperou rapidamente.
Elizabeth usava um vestido prata muito fino, bordado, ele foi comprado por Millais em uma loja de segunda mão.
Obs:
A música "The Lady of Shalott "da cantora Loreena McKennitt faz parte do álbum The Visit:
Loreena Isabel Irene McKennitt (Morden, 17 de fevereiro de 1957) é cantora, compositora, pianista e harpista canadense. O estilo de música é new age, celta eclético, com tendências do Médio Oriente. Loreena é bem conhecida pelo timbre de soprano.




Acho que ando sem tempo tbm, só hj li o seu post, e por acaso. Estava vendo um clipe da banda Florence and the Machine, Spectrum, por sinal, é maravilhoso e acabei por pesquisar sobre a Florence,pois sempre achei o estilo dela muito legal. Li que ela se inspira na Lady of Shalot, e ai pesquisando cheguei no seu post. Foi incrivel saber que a lenda inspirou tantos astistas. Bjss da Nonó.
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