Secessão de Dresden – Grupo 1919, que reúne artistas irmanados no ideal de uma arte interiormente verdadeira, com preocupações sociais. No Estatuto divulgado quando da fundação do grupo, em janeiro de 1919, que destaca as palavras de ordem VERDADE – FRATERNIDADE – ARTE, esses jovens revolucionários se autoproclamam ‘O Futuro’. Seus fundadores são: Peter August Böckstiegel, Otto Dix, Will Heckrott, Otto Lange, Constantin von Mitschke-Collande, Conrad Felixmüller, Otto Schubert, Lasar Segall, a escultora Gela Forster e o arquiteto e escritor Hugo Zehder. Oskar Kokoschka é membro estrangeiro convidado. Outros nomes se juntam depois ao grupo inicial.
As artes gráficas são valorizadas, com destaque para a xilogravura e sua função como panfleto. Publicações como Menschen (Homens) e Neue Blätter für Kunst und Dichtung (Novas folhas para arte e literatura) dão suporte ao grupo, reproduzindo suas obras e publicando ensaios críticos. O Grupo 1919 editou um álbum com doze gravuras, exibidas nesta mostra do Museu Lasar Segall, e fez exposições, inclusive com artistas convidados – entre os quais Lyonel Feininger, Eugen Hoffmann, George Grosz e Kurt Schwitters, também aqui representados. Uma sensibilidade aberta à arte internacional permitiu que se espelhassem em personalidades como o austríaco Egon Schiele e o russo Marc Chagall. As obras e as idéias de artistas como Max Pechstein, Karl Schmidt-Rottluff, Käthe Kollwitz, Paul Klee e Wassily Kandinsky também foram referências importantes.
Esta segunda geração dos expressionistas explorou as cenas de portos e barcos que anunciavam a aventura do desconhecido e, como seus antecessores do grupo A Ponte (1905), privilegiaram o primitivo, a natureza, o nu e a energia dionisíaca da sexualidade como força subversiva de renovação e regeneração.
Vera d’Horta
Exposição: Verdade – Fraternidade – Arte: Secessão de Dreden – Grupo 1919 e contemporâneos
Curadoria: Vera d’Horta
Exposição: 20 de novembro de 2010 a 20 de fevereiro de 2011
Local: Museu Lasar Segall – Ibram – MinC
Horários: terça a sábado e feriados, das 14h00 às 19h00, domingos, das 14h00 às 18h00
21/11/2010
14/11/2010
TOY ART
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| Kaws exhibition 2010 in Hong Kong |
Toy art, Urban Vinyl ou Designer Toys, são vários os termos que definem o conceito "brinquedo de arte". Brinquedo que não é feito para brincar e nem para as crianças, são dirigidos para adolecentes e adultos, para decorar ou colecionar. Toy art tem conceito diferente de escultura artística. São personagens criados por grafiteiros, artistas e ilustradores, criação de um universo irreal, personagens inusitados de seus criadores, que tornam reais esses divertidos bonequinhos parecidos com monstrinhos, ETs ou bichinhos, também podem ser baseados em personagens famosos do desenho animado como o Mickey ou mascotes como o palhaço "Ronald McDonald´s".
Toy Art é uma manifestação contemporânea que se apropria de brinquedo para lançar essas artes com tema que pode ser cômico, subversivo, meigo, violento, político, urbano, erótico e bem criativo. O intuito é chamar a atenção do observador para algo único. Um toy art sempre terá tiragem limitada, numerada ou assinada, e não será relançado, a não ser se for criada nova versão de grafismo. Os materiais utilizados para essas criações são diversos mas o vinil é o mais conhecido e a pelúcia também. O custo da produção em vinil é elevado e a questão da excluvidade faz com que o custo final do toy art em vinil seja elevado, como de uma obra de arte, não deve ser comparado a um brinquedo que tem linha de produção e se destina ao consumo em massa.
Existem vários artistas conhecidos neste segmento da arte como o americano Paul Budnitz, da Kidrobot, o Brian Donnelly nome artistico Kaws, começou a carreira como artista de graffiti e também produziu edições limitadas no toy art, Gary Baseman, ilustrador, pintor, cartunista, designer e animador, o italiano Simone Legno criador da marca Tokidoki, o japones Spanky, entre outros.
Coloridos ou não, descolados e debochados, os Toy Art vem conquistando cada vez mais seu espaço e acreditamos que veio para ficar!
13/11/2010
DRESDEN: LAR DOS ANJOS MAIS FAMOSOS DO NATAL
Enquanto os anjos da "Madona Sistina" de Rafael estampam cartões de Natal e papéis de presente no mundo todo, Dresden aproveita a posse da obra para atrair visitantes.Conforme se aproxima o Natal, dois dos mais famosos anjos da história da arte ressurgem, estampados em cartões de Natal e papéis de presente do mundo todo, com suas bochechas avermelhadas, seus cachos castanhos e os grandes olhos voltados para o céu. Um dos motivos mais copiados e queridos, os anjos são sinônimo de arte e kitsch, ao mesmo tempo.
Mas poucos sabem que, na verdade, os pequenos querubins são parte de uma das pinturas mais famosas do mundo. "A maioria nem imagina que os anjos podem ser vistos em Dresden", conta Andreas Henning, curador responsável por pintura italiana no museu Gemäldegalerie Alte Meister, onde eles se encontram, aos pés da Madona Sistina de Rafael.
Pintada em torno de 1512 e 1513, a obra chegou à cidade às margens do Elba em 1754, vinda da Igreja de San Sisto em Piacenza. Segundo Henning, trata-se de uma imagem natalina, que "representa a encarnação de Cristo, com a Madona trazendo o Menino Jesus à Terra". Rafael teria utilizado a imagem das duas crianças de aparência infantil e terrena para reforçar a idéia.
No entanto, foi de última hora que elas acabaram sendo incluídas na composição. "Rafael pintou os dois anjos só no final, com pinceladas superficiais por sobre as nuvens", relata.
Cinqüenta anos após a aquisição da obra pelo príncipe eleitor Augusto 3º da Saxônia, os copistas já faziam fila diante da Madona. "Os querubins foram desacoplados do resto da imagem pela primeira vez em 1803, ao serem inseridos cada um em uma obra do pintor August von der Embde", conta Henning. As duas telas faziam parte da decoração do castelo de Wilhelmshöhe, em Kassel. "Sem a Madona, os olhares dos anjos estão voltados diretamente para o céu."
Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3011465,00.html
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